CME-TESTE RÁPIDO PARA STREPTOCOCCUS GRUPO A

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Descrição do Documento
Aprovador1:Jaime Luis Lopes Rocha
Versão do Documento:1
Regional/Marca: DIAGNÓSTICOS DA AMÉRICA
Setor no Laboratório:ANALISES CLINICAS
Seção no Laboratório:MICROBIOLOGIA
Nome do Exame-Procedimento:TESTE RÁPIDO PARA STREPTOCOCCUS GRUPO A
Doenças Relacionadas - A: ESCARLATINA
Doenças Relacionadas - B: FARINGITE AGUDA
Doenças Relacionadas - C: Não existem doenças relacionadas a este Exame Nivel 3
Código do Documento:
Sinônimos: Látex para Estreptococo do Grupo A, Swab de orofaringe para estreptococo do Grupo A
Metodologia DA e Outros - Equipamentos: A prova rápida para Pesquisa de Estreptococo do Grupo A é realizada por enzima imunoensaio ou por aglutinação
Indicações:A pesquisa de antígeno do estreptococo do grupo A é indicada para o diagnóstico laboratorial de faringite (faringotonsilite), infecção aguda da orofaringe e/ou nasofaringe causada por estreptococo -hemolítico do grupo A (S. pyogenes). O teste é indicado para pacientes com sintomas de faringite aguda, não devendo ser realizado para pacientes assintomáticos para reduzir a detecção de portadores. O teste permite a diferenciação rápida da faringite viral da faringite estreptocoócica que é tratada com antimicrobianos enquanto a faringite viral, não tratada com antimicrobianos. O tratamento precoce da faringite aguda por estreptococo do grupo A reduz o risco de disseminação do microrganismo e pode reduzir a morbidade da doença. O teste não detecta antígenos de outras bactérias, que podem ser agentes causais de faringite estreptocócica.
Significância de Resultados:O teste positivo indica que a faringite é causada por estreptococo do grupo A e exclui a etiologia viral da doença. O diagnóstico que exclui o S. pyogenes como agente etiológico da faringite aguda impede o uso inapropriado de antimicrobianos a um grande número de pacientes com faringite.
Os testes negativos devem ser confirmados com a cultura de orofaringe, especialmente em crianças e adolescentes (5-15 anos), que é a população de risco de desenvolver complicações pós-infecção estreptocócocas como a febre reumática e a glomerulonefrite. Para pacientes adultos, os quais apresentam baixa incidência de faringite estreptocócica e risco extremamente baixo de desenvolver febre reumática, o diagnóstico desta infecção com base na pesquisa direta de antígeno, sem a confirmação com a cultura, é uma alternativa aceitável para o diagnóstico. O resultado do teste permite minimizar o excesso de prescrição de antimicrobianos para tratamento em adultos.
Interpretação Clínica:A pesquisa rápida apresenta sensibilidade que varia de 75% a 90% e a especificidade de 955 a 98%. Os valores preditivos positivo e negativo são, respectivamente, 82% e 98%. Entretanto, o teste não diferencia a infecção aguda do estado de portador, podendo a faringite ser causada por outro microrganismo que não o estreptococo do grupo A, a coleta difícil em crianças contribui para o aumento do numero de resultados falso-negativos. A alta especificidade do teste indica que resultados falso-positivos são pouco freqüentes além de exclui a etiologia viral da faringite aguda e indica que o paciente deve ser tratado com antibióticos. O resultado negativo não afasta a infecção devendo-se aguardar o resultado da cultura, especialmente para crianças e adolescentes (5-15 anos). Entretanto nem a cultura convencional nem os testes rápidos de detecção diferenciam com acurácia os indivíduos infectados por GAS dos portadores de GAS com infecção viral intercorrente. A alta especificidade do teste pode evitar a administração de antibióticos para a grande maioria dos pacientes com dor de garganta cuja cultura e o teste rápido de detecção de estreptocococ do Grupo A são negativas.
O antígeno do estreptococo do Grupo A desaparece rapidamente após o início do tratamento, negativando a prova rápida.
Exames Correlatos:Cultura de secreção de orofaringe, Título de anti-estreptolisina O, Título de anti-desoxirribonuclease B.
Bibliografia:1.Bisno, A.L.; Gerber, M.A.; Gwaltney, J.M.; Kaplan, E.L.; Schwartz, R.H. Practice guidelines for the diagnosis and management of group A streptococcal Pharingitis. Clinical Infectious Diseases, 35: 113-125, 2002
2. Koneman EW; Allen, SD; Janda, WM; Schreckenberber, PC; Winn Jr., WC. Técnicas para o cultivo de amostras. In: Diagnóstico Microbiológico - Texto e Atlas Colorido - 5ª Edição. Rio de Janeiro, RJ: MEDSI Editora Médica e Científica Ltda.; 2001.
3. Murray PR. Manual of Clinical Microbiology, Eighth Edition. Washington, DC: ASM Press; 2003.
4.York MK. Aerobic Bacteriology. In: Isenberg HD, editor. Clinical Microbiology Procedures Handbook, 2nd. Ed. Washington, DC: ASM Press; 2004.
5. Forbes BA; Sahm, D.F.; Weisfeld, A.S, Bailey & Scott’s – Diagnostic Microbiology. In: Diagnóstico Microbiológico - 10ª Edição. Rio de Janeiro, RJ: Mosby, Inc.; 1998.
Links Bibliográficos:


Dados do Documento
Autor do Documento: Libera Maria Dalla Costa
Data de Criação: 06/07/2006

Aprovação do Documento
Aprovador: Jaime Luis Lopes Rocha
Data da Implementação: 10/07/2006
Data da Aprovação: 10/07/2006
Status Geral do Documento:Ativa



Histórico
Histórico
Documento foi enviado para Aprovação por: Libera Maria Dalla Costa em 07/07/2006 00:04 para Jaime Luis Lopes Rocha
Documento foi Aprovado por: Jaime Luis Lopes Rocha em 10/07/2006 19:11
Documento Revisado por: Consulta Gestao Medica em 03/09/2006 16:35